sexta-feira, 5 de agosto de 2011

FABULA REVISITADA

Detrás das árvores, surgiu a ninfa junto à fonte
e dando à cena um toque de incidente
veio ao encontro do sátiro feroz e desejante
a reinventar a fábula de amor de antigamente.
Ela olha, ele disfarça, mas já sente
na caça que caçava e agora o caça
uma paixão agreste e certa graça,
e o invertido mito ali se faz presente.
Sucumbe o fauno da ninfa às doces garras.
Alhures, uma fonte jorra ou talvez chora.
E o fauno já se entrega à ninfa docemente.
Era tudo o que o sátiro tinha em mente:
uma ninfa que o afrontasse na floresta virgem
e o deflorasse junto à fonte vorazmente.

Affonso Romano de Sant'Anna

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quadrinhos e cinema

Anti-Herói Americano (2003)

Vencedor do Festival Sundance de Cinema daquele ano, o filme foi baseado nos quadrinhos autobiográficos de Harvey Pekar, American Splendor e Our Cancer Year. Paul Giamatti, que interpreta Pekar, conta a história do escritor e cartunista.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
Adaptado dos famosos quadrinhos da DC, o filme de Chris Nolan é muito interessante. O filme tem um roteiro que mostra a história do Batman de forma diferente, os efeitos sonoros são maravilhosos e o elenco é de qualidade. Mas, diferente dos outros filmes, o que realmente chamou a atenção não foi o herói, mas sim o vilão. Heath Leadger roubou a cena e fez a melhor atuação de sua curta carreira, no papel de Joker. Leadger conquistou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

V de Vingança (2006)
Baseado na homônima obra de Alan Moore conta a história do terrorista chamado ‘V’, que movido por um espírito de vingança tenta acabar com o regime totalitário em uma Inglaterra futurista. O filme recebeu boas críticas, contudo, a bilheteria não foi boa por conta dos fãs da HQ, que não gostaram das modificações que os roteiristas fizeram na história original.

Watchmen (2009)
O filme é baseado na obra-prima de Alan Moore, com várias implicações filosóficas, incluindo Nietzsche, conta a história de um grupo de super-heróis e suas implicações em uma sociedade cheia dos medos da guerra nuclear. O filme dirigido por Zach Snyder foi bem-sucedido, batendo recordes de bilheteria no mundo todo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O crime no novo jornalismo

Só Dostoievski tocou tão fundo na carne e no sangue dos criminosos quanto Norman Mailer ou Truman Capote. O novo jornalismo tira as histórias policiais de um território de ingenuidade e pequenas charadas em que elas são confinadas ao longo de todo o século vinte. Se o crime é também a história de angústias e horrores, como a sombra de um patíbulo avistado das galerias de um presídio, é em algumas poucas obras escritas com as técnicas da reportagem literária que sua verdade terrível vai ser resgatada.

 trecho de "O crime no novo jornalismo" de Marcos Faerman

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dois belos olhos

Sois dona de um olhar misterioso e atraente...
Tal no fundo de um lago a lua refletida,
em vossos olhos rola a pupila, indolente,
onde estranha palheta esplende umedecida.
Eles têm do diamante o fogo, a intensa vida,
e sáo de água melhor que a pérola do Oriente!
E os cílios no agitar da pálpebra tremida,
longos, velam a meio o seu fulgor veemente.
Dois espelhos de chama, onde, em voejos infindos,
Cupidos vão mirar-se e ainda se acham mais lindos!
Neles se inflamam sempre os desejos, sem calma. .
E tão nítidos são, que deixam ver vossa alma,
como celeste flor de cálice ideal
que se visse através de um límpido cristal.


Théophile Gautier

sábado, 9 de abril de 2011

10 estratégias de manipulação da mídia


As grandes estratégias da manipulação midiática por Noam Chomsky

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FAÇA A COISA CERTA (Marcelo Nova)

"Que coisa é essa que lhe arranca da cadeira
Lhe põe de pé e faz você partir
Mas que também lhe traz de volta e nessa volta
Você pergunta como é que pode ir

Que coisa é essa que não dá explicação
Nem sempre justa e quase sempre radical
Que toma e leva e foge pela contramão
Você não tem happy end no final

O café está frio, os papéis estão voando
A casa está deserta e ninguém mais sabe fazer a coisa certa

Que coisa faz você cumprir a sua sina
Que lhe ensina a sentir medo de tentar
Se é o acaso que lhe espera lá na esquina
E é com ele que você vai se tentar

Que coisa faz você queimar como um cometa?
Já lhe desperta antes mesmo de dormir
Que engole e suga como uma boceta
Espreme e prende pra lhe fazer explodir

Que coisa é essa que puxa o seu tapete
Quando você se prepara pra voar
Tão intensa e violenta quanto a vida
Tal qual a morte não se pode evitar

Que coisa é essa estampada em sua face
Não se assuste por não poder controlar
Pois o mal cheiro onde quer que a gente passe
Vem de um perfume que nós ainda vamos usar"

sábado, 26 de fevereiro de 2011

No momento, estamos todos buscando a sobrevivência.


No momento, estamos todos buscando a sobrevivência. Nada restou da velocidade que abasteceu os anos 60. Os estimulantes estão saindo de moda. Esse foi o defeito fatal na viagem de Tim Leary. Ele cruzou os Estados Unidos vendendo a “expansão da consciência” sem parar para pensar nas realidades sinistras e dolorosas à espera das pessoas que o levaram a sério demais. Depois de West Point e do Sacerdócio, para ele o LSD deve ter parecido completamente lógico... Mas não fico exatamente satisfeito ao saber que ele se deu muito mal, porque acabou levando muitos outros consigo.
Não que isso tenha sido injusto: sem dúvida eles Tiveram o que Mereciam. Todos aqueles usuários de ácido pateticamente entusiasmados, achando que poderiam comprar Paz e Compreensão por três dólares a dose. Mas sua perda e seu fracasso também são nossos. Em sua derrocada, Leary levou consigo a ilusão central de todo um estilo de vida que ele mesmo ajudou a criar... uma geração de mutilados permanentes, perseguidores fracassados, que nunca compreenderam a falácia mística essencial da Cultura do Ácido: o pressuposto desesperado de que alguém – ou ao menos alguma força – está cultivando a Luz no fim do túnel.

É a mesma bobagem cruel e paradoxalmente benévola que sustentou a Igreja Católica por tantos séculos. É também a ética militar... uma fé cega em alguma “autoridade” superior e mais sábia. O Papa, O General, O Primeiro-Ministro... até chegar a “Deus”.

(trecho de “Medo e Delírio em Las Vegas” de Hunter S. Thompson)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Palhão cultural não chapa

Por dentro do maconheiro
"Antes de 1900, já se contavam quase quatrocentos textos sobre a cannabis. Em nosso século esta cifra chegou a duplicar e ultrapassou os quatro mil. Significativamente, metade dos títulos foi impressa após a descoberta do THC, na década de sessenta, quando de fato se iniciou a pesquisa sobre a maria. O tempo decorrido desde então é muito curto para haver certeza sobre as conseqüências físicas, psicológicas e sociais do uso. Basta pensar que foi necessário um prazo de três vezes maior para se atingirem resultados seguros quanto aos malefícios do tabagismo - que, no entanto, nunca se cercou da nebulosa político-ideológica que recobre a maconhice. Até hoje alguns estudiosos continuam asfixiados por tal camisa-de-força e defendem meras conjunturas com afirmações categóricas. Outros projetam sobre gente resultados de experimentos com bichos, quando, em relação a qualquer coisa que se absorva, as diferentes espécies reagem de maneira particular, Sabe-se, por exemplo, que o THC acelera nossos batimentos cardíacos, mas os retarda na maioria dos animais".

Cânhamo e espiritualidade
Terence McKenna atribui a plantas psicotrópicas como a cannabis muitas das qualidades que espiritualistas mais convencionais atribuem a Deus. McKenna, um cultivador de plantas xamanisticas e grande arauto da experiência psicodélica, teoriza que as plantas alucinógenas são o veículo de uma maciça transmissão de informação do reino vegetal para a espécie humana. Ele escreve: ‘A totalidade das funções que associamos à natureza humana, entre as quais a lembrança, a imaginação projetiva, a linguagem, a denominação, a fala mágica, a dança e o senso de religião, talvez tenha emergido da interação com plantas alucinógenas.’ Por mais intrigante que sua visão possa ser, não é preciso comprar as idéias de McKenna em bloco para retraçar uma parceria entre seres humanos e cânhamo que remonta já dez mil anos, quando o caçador-coletor do Velho Mundo fez a transição para a agricultura. Os estudiosos geralmente citam o cânhamo como um dos primeiros produtos agrícolas, mas o divulgador científico Carl Sagan sugere que seu uso para alterar a consciência pode ser ainda mais antigo. Em ‘Dragões do Eden’, Sagan observa que, segundo um amigo que visitou a tribo, os pigmeus, que são caçadores-coletores, se embriagam com maconha…


Fonte: Arquivos do blog Ponto de Vista.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

É só mais uma noite ruim



A solidão é amiga da loucura...
Sozinhas, são boas companheiras, mas
juntas são diabólicas
principalmente quando você está no
quarto, sozinho, quente e infestado de
malditos mosquitos escrotos.
Ai, você tenta se deitar... O tempo passa
e não consegue dormir
pensa no que fez de errado pra estar na
companhia das duas más influências...
às vezes não é culpa sua, é só má sorte
Logo você apaga... depois acorda...
E elas já foram embora, mas você já sabe –
elas sempre voltam em outra ocasião...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A imprensa diária

A imprensa diária é o princípio maléfico do mundo moderno, e o tempo servirá apenas para revelar esse fato com uma clareza cada vez maior. A capacidade que o jornal possui de degenerar é ilimitada e sofisticada, uma vez que o nível de seus leitores pode sempre cair mais e mais. No fim, ela incitará toda a escória da humanidade que nen...hum governo consegue controlar.

Sören Kierkegaard

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como uma flor na chuva


Cortei a unha do dedo médio
da mão
direita
realmente curta
e comecei a correr o dedo ao longo de sua boceta
enquanto ela se sentava muito ereta na cama
espalhando uma loção por seus braços
face
e seios
depois do banho.
então acendeu um cigarro:
"não deixe que isso o desanime",
e seguiu fumando e esfregando a
loção.
continuei tocando sua boceta.
"quer uma maçã?", perguntei.
"claro", ela disse, "tem uma aí?"
mas eu lhe dei outra coisa...
ela começou a se contorcer
e depois rolou para um lado,
ela estava ficando molhada e aberta
como uma flor na chuva.
então ela se voltou sobre a barriga
e seu cu maravilhoso
olhou para mim
e eu passei minha mão por baixo e
cheguei outra vez na boceta.
ela se espichou e agarrou meu
pau, virando-se e se contorcendo toda,
penetrei-a
meu rosto mergulhando na massa
de cabelos ruivos que se alastrava feito enchente
de sua cabeça
e meu pau intumescido adentrou
o milagre.
mais tarde tiramos sarro da loção
e do cigarro e da maçã.
depois eu saí para comprar um pouco de frango
e camarão e batatas fritas e pão doce
e purê de batatas e molho e 
salada de repolho, e nós comemos. ela me disse
quão bem ela se sentia e eu lhe disse
o quão bem eu me sentia e nós comemos
o frango e o camarão e as batatas fritas e o pão doce
e o purê de batatas e o molho e
também a salada de repolho.

Charles Bukowski

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Monólogo dos infernos #1


Meu corpo está em perfeito estado, à saúde está ótima, o físico também. Não conte com minha energia para uma partida de futebol, não duro nada, maldita cerveja. Por outro lado, minha mente GRITA, ela quer sair, quer voar, há tédio, não sei me expressar. Quero dormir, isso é pouco, quero mais! Quero jogar tinta na parede, quero destruir algo bonito, construir algo bonito. Vou escrever uma poesia, desenhar o corpo de alguma ninfa, discar o número de alguém no telefone às 4h, depois perder a coragem e desligar. Arrepender-me de tudo, jogar todos os papeis no lixo, acabar com o resto daquela vodka velha, ficar bêbado. Acender um, pra tudo ficar legal novamente. Que loucura, toda irresponsabilidade no meu colo, escrevo sem pensar, só quero desabafar, nada faz sentido, o mundo não faz sentido, todos se matando por dinheiro, que merda. É uma piada, de mal gosto, deixa-me triste. Quero as minhas musas, as quero aqui, para despi-las, fode-las e depois dormir. Acho que é realmente o que eu preciso, toda essa loucura vai acabar nos matando.

Charles G. Bukell.
 

domingo, 16 de janeiro de 2011

A loura do vestido branco

No calor, enclausurado pela gravata
passo os olhos em uma
loura de vestido branco
ela tem olhos azuis, uma beleza
                                         peculiar
do tipo que me atrai.
Fecho os olhos por um momento e
ela não está mais aqui.
Droga, nunca mais vou vê-la.

Mas o acaso foi generoso comigo, mais tarde
colocou-nos na mesma festa.
Ela está lá, linda, sentada com um drink na mão...
Cometo o erro de fechar os olhos
                                            novamente
E como um fantasma, desaparece outra vez
nunca mais vou vê-la
A festa continua, não está igual
o som aumenta
tomo aquele comprimido e mais um gole de cerveja,
tudo vira cor...
O efeito passa, a primeira coisa que faço é
escrever este poema, agora posso dormir