Só Dostoievski tocou tão fundo na carne e no sangue dos criminosos quanto Norman Mailer ou Truman Capote. O novo jornalismo tira as histórias policiais de um território de ingenuidade e pequenas charadas em que elas são confinadas ao longo de todo o século vinte. Se o crime é também a história de angústias e horrores, como a sombra de um patíbulo avistado das galerias de um presídio, é em algumas poucas obras escritas com as técnicas da reportagem literária que sua verdade terrível vai ser resgatada.
trecho de "O crime no novo jornalismo" de Marcos Faerman
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