“Vocês (homens brancos) não apenas transformaram e deformaram seus primos alados e quadrúpedes. Vocês transformaram homens em presidentes administrativos, trabalhadores de escritórios, batedores de ponto. Vocês transformaram suas mulheres em donas-de-casa, criaturas assustadoras. Uma vez eu fui convidado à casa de uma. ...'Cuidado com as cinzas, não fume, você pode manchar as cortinas, cuidado com o aquário, não encoste sua cabeça no papel de parede; pode engraxar o seu cabelo. Não vire licor nessa mesa: ela em o acabamento delicado. Você deveria ter limpado suas botas; o piso tinha acabado de ser encerado. Não, não, não...' Isso é loucura... Vocês moram em prisões que vocês mesmo construíram, e as chamam de ‘lares, escritórios, fábricas.” (John Lame Deer e Richard Erdoes)
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tic, tac
Tic, tac
Maldito é aquele que criou o relógio
O maior tirano de todos os tempos
Entre tics e tacs
A vida passa pelas nossas mãos
Tic... Hora de acordar
Tac... Vá trabalhar, vagabundo
Tic... Você está atrasado
Tac... Cumpra os horários
Deus relógio, ajoelho-me diante de ti
Minha rotina agora é controlada
A morte é marcada aos súditos
Tic, tac, sem atrasos...
terça-feira, 16 de novembro de 2010
A menina
Chegou o luar
penso na menina doce a
que desejo, mas
só encontro prostitutas
O perfume de cerveja
Entra, avassalador, no ar
Já não sei onde estou
Bêbado, caido,
No escuro, na minha escuridão
Tento encontrar você
Voz doce, olhos azuis,
Odor feminino desejado, mas
Só as putas chegam até mim
(parte do meu estado mental, meu desabafo)
penso na menina doce a
que desejo, mas
só encontro prostitutas
O perfume de cerveja
Entra, avassalador, no ar
Já não sei onde estou
Bêbado, caido,
No escuro, na minha escuridão
Tento encontrar você
Voz doce, olhos azuis,
Odor feminino desejado, mas
Só as putas chegam até mim
(parte do meu estado mental, meu desabafo)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
como ser um grande escritor
tens que foder muitas mulheres
mulheres bonitas
e escrever alguns bons poemas de amor.
e não tens que te preocupar com a idade
e/ou novos talentos.
apenas bebe mais cerveja
mais e mais cerveja
e vai às corridas pelo menos uma vez
por semana
e vence
se possível.
aprender a vencer é difícil –
qualquer imbecil pode ser um bom perdedor.
e não te esqueças de Brahams
nem de Bach nem
da cerveja.
não faças exercício a mais.
dorme até ao meio-dia.
evita cartões de crédito
ou pagar seja o que for a
tempo e horas.
lembra-te que não há nenhum cu
no mundo que valha mais de $50
(em 1977).
e se tens a capacidade de amar
ama-te primeiro
mas nunca te esqueças da possibilidade de
derrota total
mesmo que a razão para a derrota
seja justa ou injusta –
sentir cedo o bafo da morte não é
assim tão mau.
afasta-te das igrejas e bares e museus,
e como a aranha sê
paciente –
o tempo é a nossa cruz,
mais o exílio
a derrota
a traição
tudo isso.
sê fiel à cerveja.
uma amante constante.
arranja uma grande máquina-de-escrever
e enquanto ouves os passos para cima e para baixo
lá fora
martela a coisa
martela com força
transforma-a num combate de pesos-pesados
transforma-a no touro na sua primeira investida
e lembra os velhos sacanas
que tão bem lutaram:
Hemingway, Céline, Dostoievsky, Hamsun.
se pensas que eles não enlouqueceram
em pequenos quartos
tal como tu agora
sem mulheres
sem comida
sem esperança
então não estás preparado.
bebe mais cerveja.
há tempo.
e se não houver
está tudo bem
na mesma.
Charles Bukowski
mulheres bonitas
e escrever alguns bons poemas de amor.
e não tens que te preocupar com a idade
e/ou novos talentos.
apenas bebe mais cerveja
mais e mais cerveja
e vai às corridas pelo menos uma vez
por semana
e vence
se possível.
aprender a vencer é difícil –
qualquer imbecil pode ser um bom perdedor.
e não te esqueças de Brahams
nem de Bach nem
da cerveja.
não faças exercício a mais.
dorme até ao meio-dia.
evita cartões de crédito
ou pagar seja o que for a
tempo e horas.
lembra-te que não há nenhum cu
no mundo que valha mais de $50
(em 1977).
e se tens a capacidade de amar
ama-te primeiro
mas nunca te esqueças da possibilidade de
derrota total
mesmo que a razão para a derrota
seja justa ou injusta –
sentir cedo o bafo da morte não é
assim tão mau.
afasta-te das igrejas e bares e museus,
e como a aranha sê
paciente –
o tempo é a nossa cruz,
mais o exílio
a derrota
a traição
tudo isso.
sê fiel à cerveja.
uma amante constante.
arranja uma grande máquina-de-escrever
e enquanto ouves os passos para cima e para baixo
lá fora
martela a coisa
martela com força
transforma-a num combate de pesos-pesados
transforma-a no touro na sua primeira investida
e lembra os velhos sacanas
que tão bem lutaram:
Hemingway, Céline, Dostoievsky, Hamsun.
se pensas que eles não enlouqueceram
em pequenos quartos
tal como tu agora
sem mulheres
sem comida
sem esperança
então não estás preparado.
bebe mais cerveja.
há tempo.
e se não houver
está tudo bem
na mesma.
Charles Bukowski
Um poema de amor
todas as mulheres
todos os seus beijos as
diferentes maneiras de amar e
falar e exigir.
as suas orelhas todas têm
orelhas e
gargantas e vestidos
e sapatos e
automóveis e ex-
-maridos.
a maioria
das mulheres é muito
quente e lembram-me torradas
com manteiga enquanto a manteiga
se derrete
no meio.
há um certo olhar no
olhar delas: elas já foram
possuídas elas já foram
enganadas. na realidade não sei o que
fazer por
elas.
sou
uma boa picha um bom
ouvinte
mas nunca aprendi a
dançar – estava ocupado
com coisas maiores.
mas gostei das diferentes
camas
fumar cigarros
olhar para os
tectos. não era possessivo nem
injusto. Somente
um estudante.
eu sei que todas têm
pezinhos e vão descalças pelo chão enquanto
lhes vejo os tímidos cus no
escuro. sei que gostam de mim, algumas até
me amam
mas eu amo muito
poucas.
algumas dão-me laranjas e vitaminas;
outras falam baixinho da
infância dos pais e das
paisagens; algumas são quase
loucas mas nenhuma delas é sem qualquer
motivo; algumas amam
bem, outras nem por
isso; a melhor na cama nem sempre é
a melhor noutras
situações; cada uma tem o seu limite como eu
tenho os meus limites e todos
aprendemos isso
rapidamente.
todas as mulheres todas as
mulheres todos os
quartos
tapetes e
fotografias e
cortinados, é
parecido como uma igreja
só que às vezes ouvem-se
risos.
as orelhas os
braços os
cotovelos os olhos
que procuram, a ternura e
a espera eu fiquei
preso eu fiquei
preso.
Charles Bukowski
todos os seus beijos as
diferentes maneiras de amar e
falar e exigir.
as suas orelhas todas têm
orelhas e
gargantas e vestidos
e sapatos e
automóveis e ex-
-maridos.
a maioria
das mulheres é muito
quente e lembram-me torradas
com manteiga enquanto a manteiga
se derrete
no meio.
há um certo olhar no
olhar delas: elas já foram
possuídas elas já foram
enganadas. na realidade não sei o que
fazer por
elas.
sou
uma boa picha um bom
ouvinte
mas nunca aprendi a
dançar – estava ocupado
com coisas maiores.
mas gostei das diferentes
camas
fumar cigarros
olhar para os
tectos. não era possessivo nem
injusto. Somente
um estudante.
eu sei que todas têm
pezinhos e vão descalças pelo chão enquanto
lhes vejo os tímidos cus no
escuro. sei que gostam de mim, algumas até
me amam
mas eu amo muito
poucas.
algumas dão-me laranjas e vitaminas;
outras falam baixinho da
infância dos pais e das
paisagens; algumas são quase
loucas mas nenhuma delas é sem qualquer
motivo; algumas amam
bem, outras nem por
isso; a melhor na cama nem sempre é
a melhor noutras
situações; cada uma tem o seu limite como eu
tenho os meus limites e todos
aprendemos isso
rapidamente.
todas as mulheres todas as
mulheres todos os
quartos
tapetes e
fotografias e
cortinados, é
parecido como uma igreja
só que às vezes ouvem-se
risos.
as orelhas os
braços os
cotovelos os olhos
que procuram, a ternura e
a espera eu fiquei
preso eu fiquei
preso.
Charles Bukowski
Assinar:
Postagens (Atom)
