segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Monólogo dos infernos #1


Meu corpo está em perfeito estado, à saúde está ótima, o físico também. Não conte com minha energia para uma partida de futebol, não duro nada, maldita cerveja. Por outro lado, minha mente GRITA, ela quer sair, quer voar, há tédio, não sei me expressar. Quero dormir, isso é pouco, quero mais! Quero jogar tinta na parede, quero destruir algo bonito, construir algo bonito. Vou escrever uma poesia, desenhar o corpo de alguma ninfa, discar o número de alguém no telefone às 4h, depois perder a coragem e desligar. Arrepender-me de tudo, jogar todos os papeis no lixo, acabar com o resto daquela vodka velha, ficar bêbado. Acender um, pra tudo ficar legal novamente. Que loucura, toda irresponsabilidade no meu colo, escrevo sem pensar, só quero desabafar, nada faz sentido, o mundo não faz sentido, todos se matando por dinheiro, que merda. É uma piada, de mal gosto, deixa-me triste. Quero as minhas musas, as quero aqui, para despi-las, fode-las e depois dormir. Acho que é realmente o que eu preciso, toda essa loucura vai acabar nos matando.

Charles G. Bukell.
 

domingo, 16 de janeiro de 2011

A loura do vestido branco

No calor, enclausurado pela gravata
passo os olhos em uma
loura de vestido branco
ela tem olhos azuis, uma beleza
                                         peculiar
do tipo que me atrai.
Fecho os olhos por um momento e
ela não está mais aqui.
Droga, nunca mais vou vê-la.

Mas o acaso foi generoso comigo, mais tarde
colocou-nos na mesma festa.
Ela está lá, linda, sentada com um drink na mão...
Cometo o erro de fechar os olhos
                                            novamente
E como um fantasma, desaparece outra vez
nunca mais vou vê-la
A festa continua, não está igual
o som aumenta
tomo aquele comprimido e mais um gole de cerveja,
tudo vira cor...
O efeito passa, a primeira coisa que faço é
escrever este poema, agora posso dormir